Cabra-cega

Cabra-cega!Sempre nos jogosDe minha infância,Não sei porquê,Quando criança,Vendavam-me os olhos,E punham-se, meus amigosA se esconder. Tempo passado,Cabra-cega sem amigos.Caiu-me a venda,Agarrei-me aos livrosPois, sem incentivosPara sair,Fiquei entre letras,Números e lendas. Muitos, inocentes,Brincam - olhar vendados!A cair, a levantar,Por si ou ajudados.Não são inermes,Têm defesa certa.Mas são inertes,São cabras-cegas. Como no passado,o escuro da venda.Ouçam, estou … Continuar lendo Cabra-cega