Presença da viola caipira na literatura brasileira

Em maio de 2003, escrevi um artigo para o site Viola Caipira, mantido por Yassír Chediak, violeiro virtuoso, compositor e cantor, além de produtor de trilhas, apresentador de TV e ator. 

Escrever para aquele site foi uma honra para mim, mais ainda pela possibilidade de conversar com Yassír, um sujeito que, como ele mesmo diz, procura fazer da tradicional viola de dez cordas um instrumento para sonoridades contemporâneas que extrapolam seu uso habitual.

E não é o que procura fazer, e o faz muito bem, o genial Almir Sater, em sua brilhante obra musical?

No texto, procuro mostrar, com respaldo em obras das literaturas brasileira e portuguesa, ter sido a viola, se não o mais popular, um dos mais importantes instrumentos no acompanhamento de modinhas e lundus nos séculos que se seguiram à colonização do Brasil.

São citados os fluminenses Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida e Raul Pompéia; os baianos Gregório de Mattos Guerra e Castro Alves; o cearense José de Alencar; e o português Eça de Queiroz.

No conto infantil “A festa no céu”, do folclore brasileiro, é relatada a façanha do sapo que voou com o urubu dentro de uma viola.

Ao longo de toda a narrativa, o instrumento é citado quase uma dezena de vezes – há versões que fazem referência ao violão, mas este instrumento somente passou a ser conhecido do brasileiro por volta de 1830.

Caso tenha interesse em ler o texto, aqui está, em PDF.
Também pode acessar a página Viola Caipira.

2 comentários em “Presença da viola caipira na literatura brasileira

  1. Meu caro Ari, vou lhe confessar uma coisa: não gosto de ler os seus escritos. Sabe por que? Porque quando começo não consigo parar. E minha vida, que já é desorganizada, vira uma verdadeira bagunça. De verdade, você é bom demais, cara, para escrever; você vai longe buscar subsídios às suas argumentações, as verdades para suas históricas e enriquecimento das suas narrativas. Veja neste texto sobre “viola caipira”, por exemplo, quanta argumentação vc foi buscar em literatos de séculos passados. Não é à toa que com seu esmerado conhecimento jornalístico vai fundo até quando deseja tão somente dar vida a um artigo.
    Parabém, meu amigo, continue essa sua arte do bem escrever para nos presentear.

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